Mensal da Evas
Elisa Lucinda
Escorre de mim uma poesia enomeada de ti
Escorre de mim o líquido da diluição em nossos subsolos
tudo que neles foi tortura, agrura, remorso
frustração e medo.
Escorre de mim o desterro de todos os encontros que não se deram direito.
O bom avesso assalto o proscênio do nosso anfiteatro
e estabelece o laço na inquietude confortável do querer.
A mulherice que corre no corpo mensal das Evas hoje me pegou pra valer.
Sangro do nosso grande amor
um amor de "forever"
um amor de ferver
um amor de instante eterno:
um amor de não doer.
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